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Falar
da Laje de Santos é um pouco complicado para mim. Quem de
nós mergulhadores já não vivemos
momentos de
prazer e de alegria neste point do mergulho, no nosso litoral de
São Paulo? Se me perguntarem como foi meu último
mergulho
é capaz de eu não responder com todos os detalhes
que
eu lembro do meu primeiro mergulho em alto-mar, há
uns 5
anos, na Laje. Estava um dia chuvoso e eu e meu dupla, Cristiano,
estávamos tristes por existir a possibilidade do mergulho
ser
cancelado, devido aquela chuva.
Vista aérea da Laje
de Santos - Litoral de São Paulo
Preocupação
de principiante, pois como todo mundo sabe, o vento
é que
determina se você vai ver peixinho ou não.
Laje
de Santos: Ilha tem o formato de uma baleia
Vai ser difícil esquecer o momento do primeiro avistamento
da
Ilha. Aquilo parecia uma baleia gigante na linha do horizonte e a cada
metro que a lancha se aproximava, meu coração
batia mais
forte, de tanta ansiedade. Afinal eram meses ouvindo o pessoal mais
experiente contanto as diversas histórias dessa
magnífica
ilha.
Este mês, vamos falar um pouquinho sobre a Laje, que
há
tempos vem encantando os mergulhadores e atraindo cada vez
mais
adeptos ao projeto de proteção e
divulgação
do parque.
O Parque
O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos
(PEMLS) foi criado em 27 de setembro de 1993, através do Decreto
Estadual nº 37.537. O PEMLS é o primeiro
parque marinho dentre as Unidades de Conservação
do Estado de São Paulo e tem como objetivo a
proteção do ambiente marinho.
O PEMLS tem sede e
administração próprias, sendo
subordinada ao Instituto Florestal,
órgão da Secretaria
do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Em termos geográficos, o PEMLS pertence ao
município de Santos e, conforme pode ser verificado na Carta
Náutica nº 1711, está
localizado a 164º e 16,8 milhas náuticas de seu
ponto de referência náutica continental, o Farol
da Ilha da Moela.
Uma laje difere-se de uma ilha por ser "uma
formação rochosa em área marinha que,
acima dos níveis alcançados pela água
do mar, praticamente não possui
vegetação, à
exceção de algumas gramíneas e outras
espécies rasteiras". Parcéis são
formações rochosas similares às lajes,
mas que permanecem totalmente submersas e próximas
à superfície.
A Laje de Santos, com 33 metros de altitude, 550 metros de comprimento
e 185 metros de largura máxima, tem a forma que lembra uma
baleia. A declividade é mais acentuada no seu lado mais
exposto às ondas (sul-sudeste) e mais suave no lado
norte-nordeste, seu lado abrigado.
Além das
formações rochosas extremamente interessantes do
ponto de vista geológico, o grande atrativo do PEMLS
é seu sistema biótico. A fauna, tanto
aérea quanto aquática, é
única em muitos aspectos em relação
às reservas biológicas brasileiras.
O PEMLS é um dos pontos mais importantes de
reprodução de aves marinhas do litoral paulista,
como o atobá-marrom e o gaivotão, e uma das
únicas áreas do Brasil onde ocorre a
reprodução do trinta-réis-real.
Peixes raros na Laje
A fauna e a flora aquáticas
também impressionam pela diversidade. O PEMLS encerra em seu
entorno significativa diversidade de ecossistemas marinhos, com
presença de comunidades típicas de recifes de
coral, inúmeras espécies de peixes,
além de cardumes, que se beneficiam da rica
concentração de nutrientes ali presentes.
Fauna na Laje: Vida marinha protegida pela
reserva
Como
Chegar
Para se chegar ao
PEMLS, entretanto, a distância varia em torno de 25 milhas
náuticas ou 45 quilômetros, tendo em vista que os
principais ancoradouros da região estão
localizados no Guarujá, em Santos e em São
Vicente, cidades centrais no litoral de São Paulo.
O acesso rodoviário a essas cidades pode ser feito pelo
Sistema Anchieta-Imigrantes, com início na cidade de
São Paulo, ou pela Rodovia Rio-Santos que liga o litoral sul
do Estado de São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por todo
o litoral paulista.
fonte: Instituto Laje Viva (http://www.lajeviva.org.br)
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