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O
que seria de nós, pobre humanos, se de repente a Internet
acabasse, de uma hora para outra? Hein? Não quero nem
imaginar.
Definitivamente a Internet conquistou e vem conquistando as
corporações mundiais e também os
milhares de lares
desse mundão. Seja para ler a notícia do time
querido,
chatear com um colega distante (ou até na cadeira ao lado),
ou
mesmo fechar negócios milionários
através dos B2B,
B2C e B52 da vida, o certo é que sem ela não
dá
para viver. Em todos os sentidos. A Internet está
tão
consolidada na vida da humanidade que já estão
pensando,
ou melhor, já está em andamento a
introdução, no mundo, de sua mais nova
irmã, a WEB
2.0. Surpreso? É, é isso mesmo. Aquele ditado que
a gente
cresce e progride com os erros cometidos e as experiências,
ao
longo da vida, vale também para a tecnologia. A WEB 2.0
promete
deixar para trás tudo "de ruim", "parado" e "sem
graça"
que a nossa querida Internet criou, nestes poucos 20 anos de
existência, e criar uma nova mentalidade na rede. A
mentalidade
da interação e participação
dos
usuários, tornando ainda mais dinâmico o dia a dia
da
rede. Exemplos disso já podemos conferir, através
dos
sites Youtube e Wikipedia, onde quem faz a história
são
os internautas, 100%!
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Você
pode pensar que o assunto é novo, mas está muito
longe
disso. Para dar uma idéia, extraí esse texto da
Folha
Online, de 2006, onde o mercado já mostrava que o assunto
já estava pegando fogo e que, cedo ou tarde, teremos que
mudar a
digitação do tão famoso "www" para,
quem sabe,
"ww2"...
Boa Leitura!

Entenda o
que é a Web 2.0
Folha Online da Folha de S.Paulo
O
termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda
geração da World
Wide Web --tendência que reforça o conceito de
troca de informações e
colaboração dos internautas com sites e
serviços virtuais. A idéia é
que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os
usuários
colaborem para a organização de
conteúdo.
Dentro
deste contexto
se encaixa a enciclopédia Wikipedia, cujas
informações são
disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas.
Também
entra
nesta definição a oferta de diversos
serviços
on-line, todos interligados, como oferecido pelo Windows Live.
Esta página da Microsoft, ainda em versão de
testes, integra ferramenta
de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de
segurança,
entre outros.
Muitos
consideram toda a divulgação em torno da
Web 2.0 um golpe de marketing. Como o universo digital sempre
apresentou interatividade, o reforço desta
característica seria um
movimento natural e, por isso, não daria à
tendência o título de "a
segunda geração". Polêmicas
à parte, o número de sites e serviços
que
exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez
mais adeptos.
Confira um
glossário da Web 2.0 elaborado pela Folha de S.Paulo
AdSense:
Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre
os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais
importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos
resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes
para o
conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez
que o
anúncio for clicado
Ajax: Um pacote amplo de
tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A
Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a
adoção da técnica pelo Google, para
serviços como mapas on-line, mais
recente e entusiástica, é que fez do Ajax
(abreviação de "JavaScript e
XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os
criadores de
sites e serviços na web
Blogs: De baixo custo para
publicação na web disponível para
milhões de usuários, os blogs estão
entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente
Mash-ups: Serviços
criados pela combinação de dois diferentes
aplicativos para a internet.
Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um
serviço de
anúncios de imóveis para apresentar um recurso
unificado de localização
de casas que estão à venda
RSS: Abreviação
de "really
simple syndication" [distribuição realmente
simples], é uma maneira de
distribuir informação por meio da internet que se
tornou uma poderosa
combinação de tecnologias "pull" --com as quais o
usuário da web
solicita as informações que deseja-- e
tecnologias "push" --com as
quais informações são enviadas a um
usuário automaticamente. O
visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as
atualizações lhe sejam enviadas (processo
conhecido como "assinando um
feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou
o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás,
e
determinou que fosse incluída no software produzido por seu
grupo
Tagging
[rotulação]: Uma
versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo
aos usuários
uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que
consideram interessantes na internet, ajudando a
categorizá-las e a
facilitar sua obtenção por outros
usuários. O efeito colaborativo de
muitos milhares de usuários é um dos pontos
centrais de sites como o
del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é
classificado
também como "folksonomy", já que cria uma
distribuição classificada, ou
taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua
utilidade
Wikis: Páginas
comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos
os usuários
que têm direitos de acesso. Usadas na internet
pública, essas páginas
comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia,
que é uma enciclopédia
on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis
estão se
tornando uma maneira fácil de trocar idéias para
um grupo de
trabalhadores envolvido em um projeto.
O
texto abaixo foi retirado de uma das páginas da
ComputerWorld e
explica de uma maneira clara a importância do conceito da Web
2.0
e o "por que" ela veio para ficar.
O
real e atual mundo da Web 2.0
Por Cezar Taurion
Web
2.0 é inevitável. A nova
geração digital ao entrar no mercado de
trabalho vai estar tão acostumada a estes conceitos que nem
saberá
trabalhar sem eles.
O tema Web 2.0 está
bem aquecido no mercado, mas acredito que ainda
não está bem compreendido. A Web 2.0 é
uma evolução do paradigma Web
1.0, com seus sites estáticos e e-mails, e não
pode e nem deve ser
descrito pelas suas evoluções
tecnológicas, mas pelos seus conceitos e
atributos, estes sim, potencializados pelas tecnologias.
Para
entender melhor as idéias básicas que fundamentam
os conceitos da Web
2.0 vale repetir aqui algumas frases que descrevem muito bem estes
conceitos. A primeira é de Thomas Power, guru do movimento
de social
networking e chairman da Ecademy que disse: “O valor
está nas
conexões”. Também o Forrester Research
definiu muito bem o conceito de
social computing: “É o local em que a tecnologia
gera energia em
comunidades, não
instituições”.
Creio
que agora fique mais
fácil listar alguns dos atributos que caracterizam a Web
2.0, como o
referente ao usuário ser o responsável por gerar
conteúdo (vejam
Wikipedia e YouTube) e a existência de mecanismos de
auto-organização –
as comunidades de Open Source e o Wikipedia são exemplos, em
que não
existe anarquia, mas processos de governança que foram
criados pelas
próprias comunidades. Duas outras características
que podemos listar
são a intensa interação entre os pares
da comunidade (Flickr ou Orkut),
e o alto compartilhamento, transparência e
colaboração - vide os
projetos Open Source).
Mas
porque as empresas devem prestar
atenção à Web 2.0? Ao
contrário do que muitos ainda pensam - que blogs,
Orkut e YouTube são meras curiosidades que interessam apenas
a crianças
e adolescentes – estamos falando de claros sinais de
mudanças nos
comportamentos pessoais, que vão afetar de forma profunda as
relações
sociais e, conseqüentemente, as empresas. Estes sinais
já estão por
toda parte. Só não enxerga quem não
quer ver.
Vejam
estas
pesquisas da KnowledgeStorm: “mais de 93% dos
compradores de
tecnologia consideram a informação que ele
obtém online como de maior
(49%) ou igual (45%) valor ao conteúdo que recebem
através de outros
meios, como publicações ou eventos”. Ou
esta: “55% dos compradores de
tecnologia disseram que conteúdo de blogs já o
influenciaram em suas
decisões de compra”. E o que dizer desta:
“57% dos compradores de
tecnologia apontam os blogs como de igual ou maior credibilidade que os
meios tradicionais de mídia, como
publicações da indústria, white
papers e mesmo relatórios de analistas”.
Mais claro impossível.
Portanto,
estamos falando de algo muito mais profundo que curiosidades e
brincadeiras tecnológicas de crianças e
adolescentes. Que tal uma
pergunta instigante? Em quanto tempo as empresas deixarão de
ser as
entidades que ditam preços, níveis de
serviço e configurações de
produtos em cima de clientes subservientes? Estes clientes cada vez
mais informados e conectados exigirão uma
conversação de mão dupla.
Exigirão sugerir e colaborar na
criação do produto ou serviço. A
empresa está preparada para este choque cultural? Ouvi em um
seminário
uma frase que sintetiza muito bem este ponto: “sua companhia
é uma
empresa de dentro para fora em um mundo de fora para dentro”.
Quebrar
a barreira do modelo em que a empresa é que determinava o
que os
clientes deveriam ter não é fácil,
principalmente quando uma grande
parcela dos seus executivos e gestores não são
nascidos na geração
digital, mas vieram do mundo analógico. Para muitos
executivos
estranhos ao mundo digital um blog corporativo ainda é uma
ameaça, um
risco. E wiki é uma palavra estranha que não tem
espaço na organização.
A
conclusão? Web 2.0 é inevitável.
Não adianta lutar contra. Lembram-se
do início da internet, quando muitas empresas não
aceitavam que seus
funcionários acessassem a web dos escritórios? E
proibiam emails? Pois
é. Impedir a entrada de blogs, wikis e social computing
softwares será
inútil. Vão entrar queiramos ou não. A
nova geração digital ao entrar
no mercado de trabalho vai estar tão acostumada a estes
conceitos que
nem saberá trabalhar sem eles.
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